Descubra as causas da fascite plantar e seus principais detalhes com o especialista Dr. André Peretti, referência em pé e tornozelo na cidade de Maringá.
O que é?
A fascite plantar corresponde a um processo inflatório ou, mais frequentemente, degenerativo da fáscia plantar — estrutura fibrosa que se estende do tubérculo medial do calcâneo até as cabeças dos metatarsos, exercendo papel fundamental na sustentação do arco longitudinal medial.
O que pode causar isso?
Quando submetida à sobrecarga mecânica repetitiva, essa estrutura pode desenvolver microlesões, levando a dor na região plantar do calcâneo, tipicamente mais intensa nos primeiros passos pela manhã ou após períodos de repouso (fenômeno pós-imobilização).
Quais os principais sintomas?
Os sintomas mais frequentes da fascite plantar incluem dor aguda no calcanhar ao dar os primeiros passos pela manhã, que pode melhorar ao longo do dia, mas tende a retornar. A dor costuma piorar após longos períodos em pé, ao subir escadas ou após repouso prolongado, além de haver sensibilidade na sola do pé.
Principais fatores associados:
• Sobrecarga mecânica (corrida, ortostatismo prolongado)
• Alterações biomecânicas (pé plano, pé cavo, hiperpronação)
• Obesidade
• Uso de calçados inadequados
• Aumento súbito de carga de treino
• Encurtamento da musculatura posterior da perna (tríceps sural), que aumenta a tensão sobre a fáscia plantar
O encurtamento do tríceps sural reduz a dorsiflexão do tornozelo, aumentando o estresse na inserção proximal da fáscia plantar durante a fase de apoio da marcha.
Como confirmar?
O diagnóstico pode ser facilmente realizado pelo exame clínico do ortopedista especialista em pé e tornozelo. Os exames de imagem podem ser úteis, como o ultrassom e a ressonância magnética, que mostram o espessamento da fascia plantar, sugerindo inflamação. Eles são importantes para documentar o caso e para autorização de procedimentos pelos planos de saúde, como infiltrações.
Qual o tratamento?
O tratamento não cirúrgico é muito eficaz e pode ser associado com procedimentos não invasivos, como infiltrações e terapia por ondas de choque.
• Alongamentos: Musculatura posterior da coxa, panturrilha e fascia plantar.
• Mudança de calçados: Utilizar calçados firmes e com salto posterior e evitar calçados planos e flexíveis.
• Adequação temporária da atividade física: Priorizar atividades de baixo impacto (bicicleta, elíptico, musculação, exercícios na água ou pilates. Evitar atividades de alto impacto (caminhar, correr, dançar, treino funcional, crossfit, esportes e lutas).
• Fisioterapia Motora.
• Medicações: Anti-inflamatórios, Corticóides.
• Palmilhas: Calcanheiras de elevação.
• Terapia por ondas de choque.
• Infiltrações.
Ortopedia, Traumatologia Esportiva, Tratamento de Dor Crônica, Especialista em Cirurgia do Pé e Tornozelo.
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